A Menina que Roubava Livros de Markus Zusak


Este livro foi uma das maiores surpresas literárias de toda a minha vida. Antes de o livro se tornar um sucesso de vendas, eu havia tentado a leitura, mas desisti. Porém, após muitas recomendações e pessoas declarando seu amor, eu decidi que era hora de tentar novamente, para entender o motivo do alvoroço. Felizmente, agora eu entendo.


O livro é diferente do que estamos acostumados, e não apenas pelo fato de a história ser narrada pela própria Morte, mas em sua estrutura também. O autor faz com que a leitura não seja longa ou monótona, fazendo quebras interessantes que além de garantirem que o leitor continue interessado, marcam o estilo narrativo do livro com esse diferencial. Além disso, a narradora faz ganchos com os quais é impossível você não ficar curioso.


A história é sobre Liesel Meminger e seus três encontros com a morte. Tudo começa quando a garota é mandada para viver com uma família adotiva durante o período da Segunda Guerra Mundial. A partir disso, acompanhamos a vida de Liesel, então analfabeta, e sua adaptação à vida com os Hubermann, na casa de número 33 da rua Himmel.


O que desanima a muitos leitores é o ritmo da história. Por se passar em um período turbulento da história, muitos esperam um início mais dramático, rápido ou, no mínimo diferente. Afinal, o que encontramos é Liesel arrumando confusões, aprendendo a ler, jogando futebol com Rudy, conversando no porão com Max... E é isso que faz toda a diferença. Acompanhamos os personagens durante tanto tempo, com uma rotina tão bem descrita, que ficamos apegados a eles. Ainda assim, confesso que só percebi isso no final da leitura. Antes disso apenas pensava: “É um bom livro, mas ainda não entendo porque conquistou tantas pessoas”.


Outra coisa que desanima alguns, é o uso de metáforas que, sim, às vezes são um pouco exagerados, mas que não interferem na grandeza e genialidade do desenrolar da trama. Apenas fará o leitor fazer algumas caretas para certas expressões.


A história é uma crítica maravilhosa e que faz refletir sobre a guerra e suas consequências, e o clímax do livro me surpreendeu, levou às lágrimas e é simplesmente fantástico. E, apesar de Liesel não ser a personagem mais interessante da literatura, é fácil criar empatia com ela e com os outros personagens do livro, afinal, todos têm algo positivo, por mais dura que sua fachada pareça ser.


Infelizmente, esta é uma daquelas histórias que comentar muito a respeito pode estragar a maravilhosa experiência, então concluirei pedindo apenas um favor: Leia este livro! Pode não ser agora, mas o faça em algum momento. Não importa que demore, apenas confie em mim quando digo que o livro vai mexer pelo menos um pouco com você. É sem dúvidas um must-read, que eu recomendo totalmente!

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