Insurgente de Veronica Roth - Divergente #2

Veronica Roth me conquistou definitivamente com esse livro, pois Insurgente é, no mínimo, incrível!
A narrativa é um pouco mais dinâmica que a de Divergente, e a evolução dos personagens é inegável, além de assustadoramente bem trabalhada.
Logo no início temos a oportunidade de conhecer melhor a sede e os costumes da Amizade. E é em meio a toda a tranquilidade dessa facção que Tris descobre a existência de um segredo que pode colocar à prova tudo o que a sociedade acredita.


A partir daí já começamos a ver alguns conflitos surgindo entre ela e Quatro, que nesse livro é chamado, na maioria das vezes, pelo verdadeiro nome. Enquanto Tris quer descobrir do que se trata exatamente esse segredo, Tobias defende que o melhor a fazer é atacar a Erudição.
Durante a narrativa também conhecemos melhor a própria Erudição, a Franqueza e até os sem-facção. Esses, por sinal, são bem mais interessantes do que eu imaginava, e guardam uma grande surpresa em seus esconderijos...
No desenrolar da história, Tris e Tobias perdem amigos, colocam suas vidas em risco e descobrem que a coisa mais difícil nessa guerra é saber em quem eles podem confiar.

O fato de Veronica ter explorado melhor as características das outras facções, além da Audácia e da Abnegação, fez toda a diferença, visto que isso foi algo que ficou faltando no primeiro livro.


Por sua vez, as cenas de ação são tão eletrizantes que me prenderam a ponto de eu ficar horas lendo sem me lembrar que eu precisava comer, dormir, viver...
O final me deixou um pouco confusa. Não consegui entender muito bem o que rola de verdade naquela sociedade, não sei se porque essa foi a intenção da autora (já que tais questões devem ser esmiuçadas em Allegiant), ou se porque já eram mais de 2 da madruga e eu estava lendo há algumas horas sem parar (se até os cérebros mais privilegiados da Erudição se cansam, imagina o meu!).


Mas isso não é uma crítica, tanto porque esse desfecho só me deixou mais curiosa sobre o que virá a seguir.
Para encerrar eu preciso destacar o amadurecimento dos personagens que, como já falei no início desta resenha, foi muito bem trabalhado.


Absolutamente todos conseguiram passar sua personalidade, se mostrando complexos e, o mais importante, reais.
Tobias, vulgo Quatro, continua irresistível. Não consigo decidir de qual gosto mais, se de sua versão príncipe ou da versão sapo.
Já Tris me fez sentir compaixão, ao mostrar o vazio e a culpa que carrega; e ódio, quando sua teimosia a faz tomar decisões estúpidas. E eu a adoro por provocar esse conflito de sentimentos em mim, e também a adoro por continuar sendo uma mocinha sangue nos olhos, apesar de todas as suas burradas.
Veronica conseguiu demonstrar claramente os conflitos internos dessa personagem, assinalando que ser um Divergente significa não aceitar que uma pessoa só possa ser isso ou aquilo, mas sim que ela pode ser o que quiser, independente de facções.

Enfim, Insurgente é simplesmente brilhante!

A Culpa é das Estrelas de John Green



Após terminar este livro precisei de dois dias para conseguir escrever essa resenha sem começar a chorar. Acho que apenas com isto você pode ter uma noção de o quanto é emocionante.

Bem, vamos lá?
Pensei realmente que este fosse um livro deprimente e que me faria querer pará-lo imediatamente (principalmente depois que uma amiga me explicou um pouco dele), mas estava tremendamente enganada. “A Culpa é das Estrelas” não é de todo feliz quando você vê que seus personagens favoritos são portadores de doenças terríveis, mas também não é terrivelmente triste. Ao longo do livro você se vê rindo com as brincadeiras deles, seus flertes e suas personalidades, você consegue se apaixonar a cada segundo por cada um daqueles personagens e torce tremendamente para que um milagre aconteça.
Hazel é uma adolescente de dezesseis anos que em vez de está curtindo a vida como qualquer jovem está lutando contra um terrível câncer ao qual danificou seus pulmões e por isto ela tem que andar com um aparelhinho que possa forçar seus pulmões a trabalharem. Um dia o médico afirma que ela está depressiva e indica um grupo de apoio a pessoas com câncer e é justamente lá onde ela encontra Gus que estava em remissão, mas antes disto o câncer levou sua perna e por este motivo ele usa uma prótese, mas isto não o torna feio ou infeliz, ele é um garoto extremamente inteligente, bonito e cheio de um bom humor. Com o decorrer da história Gus luta para ter o amor de Hazel ao qual tenta o afastar de tal ideia, afinal de contas, ela sabia que morreria mais cedo ou mais tarde e já bastava o sofrimento que causaria a seus pais, mas quem disse que Gus iria desistir tão fácil assim?
Este livro me pegou de uma maneira surpreendente, eu comecei e simplesmente não consegui mais desgrudar dele até finalizá-lo. Chorei horrores com o final que o autor deu, lá no fundo eu esperava um pequeno milagre, mas como isto não é um filme da sessão da tarde então as coisas não terminam tão bem, porém eu certamente irei rele-lo novamente, ele é uma lição de vida.